O que é a Nutrição?

A Nutrição tem por missão avaliar, orientar e intervir, através da prescrição de um plano alimentar, a alimentação de cada um de nós.

A promoção da saúde, do bem-estar e as preferências alimentares individuais devem estar a par com a melhor evidência científica.

Na Consulta de Nutrição é realizada a avaliação do seu estado nutricional. Posteriormente determinam-se as necessidades energéticas e nutricionais, para prescrever planos e  estratégias alimentares personalizadas.

Poderá recorrer à consulta de nutrição para melhorar patologias que já tenha associadas, ou em situações fisiológicas particulares (gravidez, amamentação, prática desportiva) e até para otimizar o seu estado nutricional e de saúde, ao longo do ciclo de vida (desde a infância à terceira idade).

Áreas de Intervenção

  • Nutrição Clínica

    Na consulta de nutrição clínica analisamos o seu estado nutricional e criamos, juntos, objetivos a atingir. Quer seja a nível de peso ou composição corporal, marcadores bioquímicos ou melhoria de sintomatologia associada a patologias clínicas. (A consulta de nutrição clínica destina-se à população geral)

  • Nutrição Desportiva

    Na consulta de nutrição desportiva, para além da análise do seu estado nutricional, analisamos as métricas de cada tipo de treino: duração, ritmo, potência, etc. Com estes dados planificamos a sua semana a nível de distribuição de macronutrientes e periodização nutricional, conseguindo assim melhorar não só o rendimento em treinos e provas, como também otimizar a recuperação nos períodos de descanso – melhorando ao mesmo tempo a composição corporal. A prescrição nutricional é feita de acordo com o tipo de treino e considerando o gasto energético em cada dia da semana. (A consulta de nutrição desportiva destina-se a atletas que pratiquem triatlo, ciclismo, corrida e natação em todas as suas modalidades. Os atletas que praticam modalidades diferentes daquelas acima mencionadas podem optar pela consulta de nutrição clínica).

  • Nutrição Funcional

    A Nutrição Funcional é uma abordagem que tem o objetivo de prevenir e tratar desordens crónicas complexas através da deteção e correção dos desequilíbrios que geram as doenças. Estes desequilíbrios ocorrem devido à inadequação da qualidade da nossa alimentação, do ar que respiramos, da água que bebemos, do exercício físico (que fazemos ou não fazemos) e alterações emocionais que passamos.
    Estas “inadequações” são consideradas de acordo com a individualidade genética que ocorre em cada pessoa. Por exemplo: enquanto um indivíduo é alérgico a camarão o outro não é. Enquanto para um o café pode gerar dor de cabeça e insónia, para outro não. Enquanto um necessita de mais zinco (ex:25mg) para produzir ácido suficiente para o seu estômago, o outro precisa de menos (ex.: 10mg).
    Enquanto um precisa de mais ómega 3 para manter os triglicéridos e o HDL em níveis adequados, o outro precisa de menos. Da mesma forma que os dados e comandos que colocamos num computador determinarão o seu funcionamento, as informações que colocamos no nosso organismo, determinarão o seu funcionamento.

    Os nutrientes (sejam bons ou maus, equilibrados ou desequilibrados), toxinas, hormonas e neurotransmissores são as “informações” que colocamos no nosso corpo diariamente. Caso não goste de como a sua máquina funciona, mude a informação que lhe oferece! A Nutrição Funcional considera a interação entre todos os sistemas do corpo, incluindo as relações que existem entre o funcionamento físico e aspectos emocionais.

    A Nutrição Funcional baseia-se em cinco princípios básicos:
    1. Individualidade bioquímica Cada pessoa é única. Não existem duas pessoas iguais, no entanto, o sistema de saúde convencional, actualmente, atua como se todos os clientes/pacientes fossem iguais. A interação que existe entre genética, alimentação e elementos ambientais (toxinas, poluentes, stresse mental, atividade física) “modulam” os genes, determinando quais serão dominantes. Este princípio é a base da terapia nutricional, que deverá levar sempre em consideração as necessidades individuais, bem como os sinais e os sintomas apresentados por cada individuo. Grande parte da expressão genética depende do meio ambiente. Logo, as carências variam de acordo com o ambiente onde a pessoa está inserida.
    2. O tratamento centra-se na pessoa
    O tratamento é direcionado ao paciente e não à doença, ao contrário do que acontece na medicina tradicional. Na abordagem Funcional, o indivíduo é abordado como um todo, um conjunto de sistemas que se inter-relacionam e que sofrem influências de fatores ambientais, emocionais, alimentares, história individual de doenças e uso de medicamentos, hábitos de vida e atividade física, por exemplo.
    3. Equilíbrio nutricional e biodisponibilidade de nutrientes É importante a oferta de nutrientes em quantidades adequadas e em equilíbrio com todos os outros, para que haja otimização da sua absorção e aproveitamento pelas células.
    4. Inter - relações em teia de fatores fisiológicos Todas as funções do nosso corpo estão interligadas. A teia da Nutrição Funcional considera a interelação mútua de todos os processos bioquímicos internos, de forma que um influencia o outro, gerando desordens que abrangem os diversos sistemas. Hoje sabemos, por exemplo, que disfunções imunológicas podem promover doenças cardiovasculares, que desequilíbrios nutricionais provocam desequilíbrios hormonais e que exposições ambientais podem precipitar síndromes neurológicas como a doença de Parkinson. A teia conduz a organização do raciocínio na busca da compreensão dos desequilíbrios que estão nas bases funcionais do desenvolvimento das condições clínicas (i.e. doenças), corrigindo a causa, em vez de apenas os sintomas genéricos.
    5. Saúde como vitalidade positiva A saúde não é meramente a ausência de doenças, e sim o resultado de diversas relações entre os sistemas orgânicos. Por isso, a análise dos sinais e sintomas físicos, mentais e emocionais que podem estar na base dos problemas apresentados é um ponto importante na abordagem da Nutrição Funcional.

Técnicas

A avaliação antropométrica permite a recolha de dados antropométricos como o peso, a estatura, a espessura das pregas cutâneas e os perímetros corporais. Estes dados são posteriormente introduzidos em fórmulas específicas permitindo o cálculo de alguns rácios importantes e da famosa percentagem de massa gorda.

A avaliação antropométrica é realizada quer na consulta de nutrição clínica como desportiva.

A Bioimpedância elétrica (BIA) é uma técnica de medição da composição corporal rápida, segura e não invasiva.
A medição da composição corporal é feita através da passagem pelo organismo de uma pequena corrente elétrica alternada, e posterior registo da oposição diferencial dos tecidos (impedância) ao percurso da mesma. Os tecidos que contêm pouca água e eletrólitos, como o tecido adiposo e o ósseo, são maus condutores da corrente elétrica, oferecendo grande oposição à passagem da mesma. Tecidos biológicos como o sangue, as vísceras e os músculos são bons condutores devido ao elevado conteúdo em fluídos e eletrólitos.
Pressupõe um protocolo de preparação que muitas vezes não é possível de ser cumprido, sendo por isso uma forma de avaliação com algum erro associado – daí a introdução da avaliação antropométrica.

O exame de bioimpedância é realizado tanto na consulta de nutrição clínica como desportiva. Exceções: gravidez, próteses metálicas, portadores de pacemaker.

Quem vai cuidar de si